Logo no começo, entramos no Museu de Arqueologia e Etnologia .
O local é muito bonito, as paredes internas são de pedra maciça, as portas em estilo arco de volta redonda (Malie, Malie....), você tem a sensação de estar em um mosteiro românico do século XIII. Mas o Museu em si não possui nenhum atrativo, pelo contrário: sentimos uma sensação de abandono naquelas salas vazias. Andamos sozinhas o tempo todo, não que esperássemos um guia, mas pelo menos algum responsável girando por lá. Que nada, um clima de deprê total.
A exposição possui peças indígenas como instrumentos no vestuário (máscaras, saias, colares, joelheiras, adornos corporais em geral que trazem chocalhos), instrumentos de sopro (flautas, trompetes, apitos), percussão (maracás, tambores entre outros), além de baners e fotografias em geral com textos relacionados as peças expostas.
Fiquei muito interessada pela mostra e começei a pesquisar na Internet sobre sobre música e instrumentos populares e em vários lugares encontrei referência à Emília. Realmente, um trabalho muito bacana que ela vem realizando.
Pelo que pesquisei, Emília Biancardi se dedica a juntar instrumentos musicais primitivos do mundo inteiro desde os 19 anos de idade. Ao todo, hoje já são mais de 2.000 instrumentos espalhados por casas e garagens de amigos. Há instrumentos do mundo todo.
Continuando nossa trajetória, chegamos no Centro Cultural Solar Ferrão, que é um espaço dinâmico de arte, cultura e memória. Reaberto pela Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia em setembro de 2008, ocupa o casarão do século XVIII , tombado como patrimônio pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 27 de junho de 1938.
O local abriga atualmente quatro importantes exposições: a coleção popular de Lina Bo Bardi; a coleção de homenagem aos dez anos do Cortejo Afro; a mostra de Arte africana de Cláudio Masella e de arte sacra do Museu Abelardo Rodrigues
Entramos primeiro na Sala Cláudio Masela, que apresenta na exposição "Sete Áfricas" uma mostra especial das principais obras reunidas ao longo de 35 anos pelo industrial italiano, que revelam a beleza da produção artística africana, através de 90 peças escolhidas entre as mais de mil obras doadas pelo colecionador ao Governo do Estado, em 2004.

A próxima sala foi do Museu Abelardo Rodrigues, com exposição permanente da coleção de arte sacra, com mais de 800 peças reunidas pelo pernambucano que dá nome ao museu. São imagens em madeira, barro cozido, marfim, pedra e metal, além de oratórios, imagens de Roca, e santeiros populares. As obras datam do período entre os séculos XVII e XIX
Finalizamos na exposição de Lina Bo Bardi, que apresenta objetos que representam a expressão popular encontrada no Nordeste, como moringas, carrancas, tigelas, imagens de santos, esculturas, dentre outros. A exposição destaca as peças remanescentes da coleção que Lina reuniu em sua passagem por cidades e zonas rurais da Bahia, de Pernambuco e do Ceará, entre as décadas de 50 e 60.

Não nos foi permitido tirar nenhuma foto no interior do Solar do Ferrão. Mas tiramos no jardim dos fundos.
Como nossos pés ainda estavam aguentando, fomos para o Museu de Arte Moderna, cuja ida não nos acrescentou nada de útil. Após a visita, cheguei a conclusão que não entendo nada de arte moderna, ou então que odeio arte moderna. Ainda não sei. Como era proibido o uso de máquina fotográfica, tiramos nossas fotinhas básicas na escada central, único local permitido. Você pode ver todas as fotos de nosso DIa de Museu, clicando aqui.

que legal o trabalho dessa Emília!!
ResponderExcluirBem legais as imagens e o conteúdo de seu blog!!!
ResponderExcluirbjos